Tem profissional que prefere pagar um valor fixo pela cadeira e ficar com tudo o que atender. Tem dono que prefere receber o aluguel certinho todo mês, sem depender do movimento. O aluguel de cadeira pode ser bom para os dois lados, desde que a conta feche e as regras estejam claras desde o primeiro dia.
Aluguel, comissão ou parceria: qual a diferença
- Aluguel de cadeira: o profissional paga um valor fixo (por semana ou por mês) e fica com o que fatura. O salão ganha o mesmo valor com a agenda cheia ou vazia.
- Comissão: cada atendimento é dividido numa porcentagem combinada. O salão ganha mais quando o profissional atende mais. Veja como calcular a comissão.
- Misto: um aluguel menor mais uma porcentagem pequena. Divide o risco dos meses fracos.
Como chegar no valor da cadeira
O ponto de partida é o custo do salão. Some o que você gasta por mês para manter o espaço aberto e divida pelo número de cadeiras. Esse é o mínimo que cada cadeira precisa trazer para não dar prejuízo.
Os valores são de exemplo: use os seus. A margem é o que paga o seu trabalho de manter o salão funcionando, atrair clientes e cuidar da estrutura. Depois, compare com a região: se as cadeiras por perto custam bem menos, reveja o que está incluído no seu preço.
A conta do lado do profissional
Antes de propor o valor, faça a conta que o profissional vai fazer. Se ele atende 25 clientes por semana a R$ 50, fatura cerca de R$ 5.400 no mês. Com comissão de 50%, ficaria com R$ 2.700. Pagando R$ 1.330 de aluguel, fica com uns R$ 4.080. Para ele, o aluguel compensa quando a agenda está cheia, e pesa quando ela esvazia.
O que deixar combinado por escrito
- Valor, dia de pagamento e o que acontece em caso de atraso.
- O que está incluído: produtos de uso comum, toalhas, café, recepção, agenda online.
- Horários em que a cadeira pode ser usada e como funcionam férias e feriados.
- De quem é o cliente: se o profissional sair, a ficha e o contato ficam com quem?
- Aviso prévio para encerrar o acordo, dos dois lados.
A Lei do Salão-Parceiro (Lei nº 13.352/2016) trata da parceria por porcentagem, não do aluguel fixo. Como o formato do contrato muda conforme o modelo, converse com um contador antes de assinar.
Agenda de cada um, no mesmo link
Mesmo pagando aluguel, o profissional quer a própria agenda e o próprio controle. E o salão continua querendo mostrar todo mundo num só lugar.



