A agenda está cheia, o caixa do dia é bom, e mesmo assim falta dinheiro no fim do mês. Isso acontece quando o faturamento é confundido com lucro. Faturamento é tudo o que entrou. Lucro é o que sobra depois de pagar tudo. Abaixo, a conta passo a passo.
1. Some o faturamento do mês
Tudo o que os clientes pagaram: serviços, pacotes e produtos. Conte o que entrou de verdade, não o que estava marcado. Falta e desconto não entram.
2. Separe os custos variáveis
São os que crescem quando você atende mais:
- Comissões da equipe.
- Produtos usados nos atendimentos (tinta, esmalte, lâmina, descartáveis).
- Taxas da maquininha e do Pix, quando houver.
- Impostos sobre o faturamento (no Simples Nacional ou no MEI, conforme o seu caso).
3. Separe os custos fixos
São os que você paga mesmo num mês fraco: aluguel, luz, água, internet, contador, sistemas, salários fixos e o seu pró-labore. Sim, o seu salário entra aqui. Se ele fica de fora, o lucro parece maior do que é.
4. Faça a conta
Os números são de exemplo. Repare que, de R$ 18 mil que entraram, sobraram R$ 1.670, cerca de 9%. É por isso que pequenas perdas, como faltas e descontos sem critério, fazem tanta diferença.
O ponto de equilíbrio
É quanto o salão precisa faturar no mês só para empatar. No exemplo, de cada R$ 100 que entram, R$ 58,50 vão para custos variáveis e sobram R$ 41,50 para pagar os fixos. Dividindo os fixos (R$ 5.800) por 0,415, o ponto de equilíbrio é de uns R$ 14 mil por mês. Abaixo disso, o mês fecha no prejuízo.
Onde o lucro costuma escapar
- Faltas: cada horário vazio é faturamento que não volta, enquanto os custos fixos continuam. Veja quanto isso dá na calculadora de faltas.
- Preço desatualizado: os custos sobem todo ano. Veja como calcular o preço do corte, da escova e da unha.
- Dinheiro do salão misturado com o pessoal: use uma conta separada e pague a você mesmo um valor fixo.
- Clientes que somem: conquistar um cliente novo custa mais do que trazer de volta quem já veio.



